E ela mais uma vez estava lá
Saindo para trabalhar
Alma nua, cara lavada
Despida de todos os males
Vestida
De lingerie preta e bota de couro
Dirigi-se à esquina
E aguarda pelo turista
Louco por ela louca
Pelo dinheiro dele
Lá vai ela feliz e contente
Ela sabe o que está fazendo
Ela sabe do que é capaz
Ela gosta
Geme, grita, pula e fantasia
Faz tudo o que for preciso
Ela ama muito tudo isso
Que é tudo o que ela sabe
É só o que ela conhece
É mundo que ela vive
Não existe nada mais
Nada além
Nada aquém
Nada que a faça parar
Nada que a faça mudar
Nada. Ninguém. Não. Negativo.
Mudo
Passou
Outro dia chegou
E ela mais uma vez estava lá.
À Ana Paula,
por criticar àqueles que têm escolha.
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domingo, 31 de maio de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Seja um eterno buscador
O que é a vida do homem senão a busca pelo seu sonho?
O ser humano vive em busca de algo que o satisfaça. É um insatisfeito por natureza! E essa insatisfação parece nunca ter fim visto que, quando se atinge o objeto de busca, uma nova busca tem início. É como o dia de amanhã, que nunca chega pois cede seu lugar, novamente, ao dia de hoje.
Aquele que desiste de buscar, quer por razão interior, como a falta de crença, ou exterior, como barreiras familiares ou sociais, é infeliz. Ele já não espera pelo dia de amanhã. Em outras palavras, ele para no tempo.
Mas afinal, se a infelicidade é a desistência e felicidade é a realização do sonho, em que estado de espírito vive constantemente o ser humano? Talvez possamos dizer que esqueceram de criar um terceiro estado que aqui vou traduzir como buscador.
Ou talvez, diríamos que a felicidade humana consiste justamente na busca. E para ser um eterno buscador é preciso acreditar que seu sonho é possível como é tão certo que o dia de hoje precede o amanhã.
Aquele que desiste de buscar, quer por razão interior, como a falta de crença, ou exterior, como barreiras familiares ou sociais, é infeliz. Ele já não espera pelo dia de amanhã. Em outras palavras, ele para no tempo.
Mas afinal, se a infelicidade é a desistência e felicidade é a realização do sonho, em que estado de espírito vive constantemente o ser humano? Talvez possamos dizer que esqueceram de criar um terceiro estado que aqui vou traduzir como buscador.
Ou talvez, diríamos que a felicidade humana consiste justamente na busca. E para ser um eterno buscador é preciso acreditar que seu sonho é possível como é tão certo que o dia de hoje precede o amanhã.
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Marina Casadei
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Não sei o que quero. Não sei do que tenho medo. Não sei nem aonde estou, nem se estou em algum lugar. Só sei, que o quer que seja, sempre serei eu. Sempre serei livre. Sempre serei um espírito em buca do meu caminho.
(Marina Casadei)
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"Nunca diga a uma criança que sonhos são bobagens. Seria uma tragédia se ela acreditasse nisso."
(autoria desconhecida)
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segunda-feira, 30 de março de 2009
E hoje em dia, como é que se diz eu te amo?
Por que as pessoas têm medo de amar? Pior, têm medo de demonstrar quando amam? Tanto na televisão, como em meu meio social, já ouvi muitos conselhos que dizem que não devemos falar o que sentimos porque quando declaramos um amor, estamos confinados ao sofrimento, visto que nosso(a) parceiro(a) irá nos atacar em função disso.
Mas será que agir com frieza evita esse tipo de atitude? Será que é isso que buscamos em nossa vida: um relacionamento frio, no qual um está medindo seus passos em relação ao outro, e vice-versa? Será que queremos que dure para sempre um relacionamento frio? Será que o que nós queremos é viver ao lado de alguém se sentindo acompanhados só de nós mesmos?
Esse tipo de pensamento é oriundo de experiências amorosas frustrantes e dolorosas. É preferível se culpar por ter amado do que aceitar a realidade de que amar não é suficiente. As pessoas, cada uma em sua individualidade, necessitam de outras coisas além do amor e isso está fora do alcance de seus parceiros(as).
Há alguns anos atrás, diziam para o amor não ser eterno, posto que é chama, mas para ser infinito enquanto dure. E hoje em dia, como é que se diz eu te amo?
Mas será que agir com frieza evita esse tipo de atitude? Será que é isso que buscamos em nossa vida: um relacionamento frio, no qual um está medindo seus passos em relação ao outro, e vice-versa? Será que queremos que dure para sempre um relacionamento frio? Será que o que nós queremos é viver ao lado de alguém se sentindo acompanhados só de nós mesmos?
Esse tipo de pensamento é oriundo de experiências amorosas frustrantes e dolorosas. É preferível se culpar por ter amado do que aceitar a realidade de que amar não é suficiente. As pessoas, cada uma em sua individualidade, necessitam de outras coisas além do amor e isso está fora do alcance de seus parceiros(as).
Há alguns anos atrás, diziam para o amor não ser eterno, posto que é chama, mas para ser infinito enquanto dure. E hoje em dia, como é que se diz eu te amo?
Aos mestres Vinícius e Renato, obrigada por tornarem suas palavras conhecidas.
domingo, 8 de março de 2009
Estamos na Era dos Títulos!
Em meu primeiro estágio, há quatro anos atrás, me acostumei a ouvir meu chefe dizer que estamos na Era do Conhecimento e que conhecimento poderia ser entendido como o resultado da informação internalizada em conjunto com a experiência do indivíduo.
Ao longo da minha carreira universitária, fiz desse conceito o meu principal valor: enxerguei em cada aula a oportunidade de aprender algo novo de mão beijada, cada seminário como a chance única de treinar minha habilidade de comunicação e cada pesquisa como um presente que me permitia agregar valor a mim. Eu vivi intensamente cada gráfico, cada texto, cada apresentação em PowerPoint que eu construí.
E em meus estágios não foi diferente: em cada tarefa delegada via oportunidade de transformar o meio ao meu redor, otimizar, melhorar a qualidade e destruir barreiras. E não posso negar que sempre fui reconhecida pelos meus superiores como uma profissional de alto potencial e cheia de vontade.
Procurei estagiar em diferentes empresas. Públicas, privadas, multinacionais de várias origens, exercendo funções diferentes em áreas diferentes. A razão de tanta variedade era principalmente a busca pelo novo, por tarefas que me trouxessem mais conhecimento e me dessem a chance de agregar mais valor àquele meio. Quando percebia que esses precedentes haviam se esgotado, sabia que era hora de mudar de novo. Afinal, estávamos na Era do Conhecimento.
Mas a verdade é que meu primeiro chefe se enganou! Nós estamos na Era dos Títulos. Uma Era em que o importante são os títulos que você carrega, tais como o nome de sua faculdade, seus cursos extra-curriculares, o nome do cargo que você ocupou independente do que realmente fazia, o tempo de experiência, independente do valor que você agregou ao meio ou a si mesmo.
Ao longo da minha carreira universitária, fiz desse conceito o meu principal valor: enxerguei em cada aula a oportunidade de aprender algo novo de mão beijada, cada seminário como a chance única de treinar minha habilidade de comunicação e cada pesquisa como um presente que me permitia agregar valor a mim. Eu vivi intensamente cada gráfico, cada texto, cada apresentação em PowerPoint que eu construí.
E em meus estágios não foi diferente: em cada tarefa delegada via oportunidade de transformar o meio ao meu redor, otimizar, melhorar a qualidade e destruir barreiras. E não posso negar que sempre fui reconhecida pelos meus superiores como uma profissional de alto potencial e cheia de vontade.
Procurei estagiar em diferentes empresas. Públicas, privadas, multinacionais de várias origens, exercendo funções diferentes em áreas diferentes. A razão de tanta variedade era principalmente a busca pelo novo, por tarefas que me trouxessem mais conhecimento e me dessem a chance de agregar mais valor àquele meio. Quando percebia que esses precedentes haviam se esgotado, sabia que era hora de mudar de novo. Afinal, estávamos na Era do Conhecimento.
Mas a verdade é que meu primeiro chefe se enganou! Nós estamos na Era dos Títulos. Uma Era em que o importante são os títulos que você carrega, tais como o nome de sua faculdade, seus cursos extra-curriculares, o nome do cargo que você ocupou independente do que realmente fazia, o tempo de experiência, independente do valor que você agregou ao meio ou a si mesmo.
E por experiência própria posso garantir que é muito difícil fazer as duas coisas ao mesmo: agregar títulos e conhecimento, pois o conhecimento que cada título tem a oferecer é limitado e eu não podia parar frente a essa limitação.
O resultado disso é que hoje me sinto fora da sociedade trabalhista. Meu currículo não possui os títulos exigidos pelo mercado e meus valores assustam os níveis gerenciais. Além disso, existe a questão emocional, que me impede de me atirar de cabeça na Era dos Títulos.
Eh, Eugenio*! Parece que eu fiz a escolha errada.
Se você ler essa declaração, quero aproveitar para desejar ainda mais sucesso à sua carreira. Assim, quando você persuadir 50% mais 1 dos executivos do Brasil, eu poderei olhar para trás e dizer com todo o orgulho e respeito do mundo: obrigada por ter arruinado minha vida primeiro.
Marina Casadei
Universitária
*Eugenio: professor-doutor respeitadíssimo em consultoria de empresas, principamente na área de Recursos Humanos (Eugenio Mussak)
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